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Teresa Alves | 07.12.08

SÓ se IMAGINA o que SE COMPREENDE

Quando se estuda Arte, o que a rodeia, de que é feita, de onde vem e para onde vai, mais cedo ou mais tarde surge a pergunta, Quem a transporta, Quem a transforma. Ou não fosse a arte um reflexo da condição humana que a exigiu.


 


O esplendor da Catedral Gótica pode observar-se na Catedral de Notre Dame de Amiens, a norte de Paris. Filosoficamente, à teoria Deus é Luz junta-se uma visão tripartida do mundo: o primeiro nível, terreno, humano e pecador, a Terra, que serve apenas para receber instrução; depois o Purgatório, onde a tortura será tão atroz quantas mais as culpas carregadas,  e onde se dá aos sobreviventes a superior recompensa da Purificação; e finalmente o Paraíso, onde se materializa a ascenção a um nível já demasiado etéreo para a minha compreensão, ainda que empírica. A contemplação pode acontecer e o pasmo é um risco comum.


 


Perceber o Gótico, passa por imaginar a Europa do mau tempo e das pestes. Nevoeiro e nuvens baixas. Catedrais imensas fundidas majestosa e elegantemente na paisagem, tão verticais que pareciam furar os céus. Imaginar as populações fragilizadas pelas fomes guerras e pestes, pela sobreexposição ao horror de uma vida terrena que nada fica a dever ao inferno. Imaginar a visão imponente de tão majestosa casa de Deus, cheia da sua Luz Divina, filtrada por coloridos vitrais que contam que existe uma vida melhor do que esta. A monumentalidade tem destas coisas, faz que as pessoas se sintam pequenas. Ou não.

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro