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Erva Daninha | 26.10.09

O luar no teu corpo

Pela janela entra o fado que escorre por estas mágicas ruas de Alfama. As guitarras cabem sempre na brisa que transporta a voz aos solavancos. Aparece. E emudece. Como as memórias. Umas vezes tão ténues e noutras tão intensas. Como o luar no teu corpo.

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Erva Daninha | 10.10.09

Chove lá fora

Depois de um dia longo de corridas e descobertas, ouvir as gotas da chuva a tilintar no beiral metálico da varanda, pode muito bem ser a mais incrível demonstração de Jazz pela própria natureza. Se os sentidos entrarem na sua melodia, pode uma pessoa deixar-se ir, perceber nuances de outros grupos de outras gotas, e de levadas de água, com um som específico para algerozes e sarjetas, ao perto e mais longe, agudos e graves. Diferentes intensidades com diferentes cores, ou não gritassem ao longe os trovões, como quem avisa que há muito por dizer.

 

Chove lá fora e sabe bem porque estamos cá dentro. Porque teremos o embalo materno de uma das primeiras noites encontradas a comemorar a saída de cena do Verão, numa melodia que dilui os habituais gemidos da cidade sonâmbula e nos permite, simplesmente, apagar.

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