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Teresa Alves | 14.06.09

Comunicar o outro

Gosto de comunicar, interpretar e traduzir emoções em contextos visuais. Dá-me prazer mergulhar nos significados possíveis, na descoberta, no embrião, na entrega das noites compridas de moldagem. E ainda sou uma aprendiz... imagino este prazer multiplicado pelas armas que a aprendizagem me vai dando.

 

Enquanto (aprendiz de) designer, somo já momentos em que me senti grande. Há dias aconteceu com o blog Mãe Preta. Hoje aconteceu com o Petit Papillon. E não há palavras que digam o prazer completado com um feedback positivo...

 

Quando faço uma composição gráfica para mim, procuro apenas rasgar o caminho onde o grito que quero comunicar irrompa. Acontece sempre num vale e recolho o eco, bumerangue introspectivo que me pede logo outra viagem. Manter um layout é resultado de exercício de contenção, já que houve tempos em que mudava de quinze em quinze dias.

 

Mas quando a composição é para outra pessoa, eu saio da minha casa mental e tento absorver as emoções que estão inerentes ao que a outra pessoa quer comunicar. Ajudo na materialização das ideias, na descodificação das sensações, mas é só. Sou apenas uma ferramenta. E não é fácil ser apenas isso. Para nós é sempre melhor ser mais. Mas nestas coisas o protagonista não tem de ser o designer. O seu protagonismo está na entrega a uma causa que tem de lhe ser exterior, e a sua recompensa maior, a emocional, acontece quando o verdadeiro protagonista diz "Que maravilha, como adivinhaste, e eu sem ideias que dissessem o que queria dizer"..

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cenas ao molho:


2 comentários

De Hildmel a 15.06.2009 às 21:53

És uma verdadeira "descodificadora" de emoções. Quando ao ser grande, felizes os gigantes que conseguiram manter uma visão mais minimalista, a questão mais básica, sem nunca deixar de se sentir a importância das pequenas coisas.

De Teresa Alves a 15.06.2009 às 22:52

A descodificação acontece, mas não é um saber, é uma sensibilidade que às vezes encontra sintonia.

Mas não acontece sempre. Porque a sintonia com os outros também depende da sintonia com o próprio, em honestidade, claro, que a fazer de conta o que não falta por aí é gente (aparentemente) sintonizada (mais cheia de ruídos secretos na alma) para conseguir traduzir algumas coisas soltas à brisa dos diálogos soltos.

:)

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