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Teresa Alves | 16.12.09

O fim do dia

Continuo a surpreender-me com o teu rosto fugidio por entre as correrias do trânsito. A mesma testa franzida, o mesmo esgar de pressa, os cabelos grisalhos e desalinhados, o nariz, O relance, o susto, o coração a mil. Como é possível o engano. Não te tivesse visto descer pela terra a dentro e talvez nem acreditasse. Leva-se um soco no estômago e fica-se vazio.

 

Quando um dia adormece nos braços de uma noite incerta e a madrugada ainda procura o seu lugar na plateia, pode acontecer o luxo de água potável aquecida até aos ossos e sumirem-se no ralo as perguntas que teimam sempre em agarrar-se à memória.

 

Porquê, se eu só queria voltar a abraçar-te.

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro