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Não é muito fácil explicar a alguém que se pensa em imagens. E menos ainda tudo o que lhe esteja associado.


 


Na internet, por exemplo, o pensador visual navega por intuição, detectando logo erros de wayfiding (traduzido à letra, "encontrar o caminho") que os pensadores verbais, que ainda são a maioria, tendem a não valorizar. Primeiro porque a sua memória verbal permite decorar caminhos "sem sentido" (não-intuitivos) e depois porque, não tendo dificuldades na navegação devido à memorização verbal do caminho, não valorizam os apontamentos dos pensadores visuais e não implementam o necessário para melhorar as condições de navegabilidade.


 


Isto não acontece apenas em Internet. Acontece com o tráfego de veículos e pessoas em locais cuja sinalética, não só não ajuda como ainda confunde mais. O wayfinding contempla, para além do planeamento e desenho dos fluxos, a sinalética necessária para garantir a autonomia das pessoas que se deslocam num determinado espaço.


 


Felizmente, as coisas começam a mudar. O pensador visual, seja lá por ser disléxico, autista, ou até que não se saiba bem porquê, começa a ser mais reconhecido pelas suas capacidades extraordinárias e menos rejeitado pelas suas dificuldades.


 


E finalmente, o vídeo que me provocou toda esta reflexão, e do qual retenho um pormenor que esteve já na base de muitas dificuldades de expressão: "ter uns circuitos a mais num lado e a menos no outro". Porque não temos de ser todos bons no mesmo.


 












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