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Erva Daninha | 08.03.09

Luto

Tantas são as palavras que o silêncio tem semeado na ausência que a mudança pariu a caminho de casa. Fica a barriga cheia de uma sopa de letras engolidas no campo de concentração dos esforços de lucidez. É certo que se cospem sempre alguns pontos de exclamação. Melhor seria se se vomitassem os de interrogação. Mas nem uns nem outros apaziguam a indigestão crónica dos sapos engolidos no nevoeiro de uma guerra quase fria. Letras soltas, eventualmente recuperadas, podem sempre juntar-se para novas palavras. Enterrem-se os restos, cadáveres do (des)entendimento. Faça-se luto, que amanhã o dia será novo.

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um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro