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Erva Daninha | 10.10.09

Chove lá fora

Depois de um dia longo de corridas e descobertas, ouvir as gotas da chuva a tilintar no beiral metálico da varanda, pode muito bem ser a mais incrível demonstração de Jazz pela própria natureza. Se os sentidos entrarem na sua melodia, pode uma pessoa deixar-se ir, perceber nuances de outros grupos de outras gotas, e de levadas de água, com um som específico para algerozes e sarjetas, ao perto e mais longe, agudos e graves. Diferentes intensidades com diferentes cores, ou não gritassem ao longe os trovões, como quem avisa que há muito por dizer.

 

Chove lá fora e sabe bem porque estamos cá dentro. Porque teremos o embalo materno de uma das primeiras noites encontradas a comemorar a saída de cena do Verão, numa melodia que dilui os habituais gemidos da cidade sonâmbula e nos permite, simplesmente, apagar.

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cenas ao molho:




moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro