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Até uma erva daninha cai de quando em vez na asneira de passar os olhos pelos jornais televisivos. Estava a passar pela TVI quando entra o jornalista Júlio Magalhães, em direto do Mónaco, que começa a notícia a dizer que sim, que era verdade que a princesa tinha estado vai-não-vai para virar costas ao casamento, que lho tinha confirmado o taxista que o levou do aeroporto para o local do casamento...

 

 

Em simultâneo as imagens de um príncipe que parece estar com votade de fazer xixi e uma princesa que o olha como quem vai desmaiar de amor, ou tivesse fumado umas coisas naturais...

 

A sério pá, aposto que o taxista confirmaria que só depois de a obrigarem a tomar umas coisas é que aceitou... Já não estou a ouvir... Hã?...

 

Não interessam nada os avanços na tecnologia e nas comunicações, a arte globalizada e as culturas mistas. Não interessam os investimentos nos zoológicos e quintas educativas. Não interessam os balanços das catástrofes naturais e das menos naturais, como os incêndios que estão quase a estalar pelos restos da floresta lusa, que bom, que servirão para preencher de terror as lacunas de uma silly season que se arrasta desde o início do ano passado...

 

Os jornais televisivos como os de papel, atuam como pseudonovelas socio-culturo-políticas, inventando-se as plavaras ou conjugações necessárias para dizer esta tristeza com alguma justiça. E é uma pena, já que há tanta gente a fazer coisas tão giras (não sendo "giro" sinónimo de um mínimo de quatro dígitos de likes no Facebook, onde teve origem a poética "faz-me um like")...

 

obs. O antigo corrector que anda a treinos a ver se perde o cê para ser corretor, ainda me grita que direto ainda é directo. Vou ter de procurar um corretor ortográfico que me ajude neste esforço de evoluir com a minha língua, embora não esteja de acordo com a lógica de algumas alterações. Até lá os erros ortográficos e disgráficos são uma possibilidade natural neste prédio.

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um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro