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Teresa Alves | 28.08.11

Há um gato no telhado

Um dias destes o design deste blog foi elogiado pelo Pedro, de quem sou fã e a quem contei como é que isto aconteceu. Até que ele perguntou, E porque não publicar isso no blog. É hoje.

 

O conceito deste layout é consequência da montanha-russa existencial deste blog tripolar e que passo a explicar.

 

O blog

Há um gato no telhado, que agora até tem domínio próprio, upa upa! (haumgatonotelhado.com) é composto por seis anos de um blog que já teve vários nomes e um sem número de layouts. Começou no SAPO, andou pelo Blogspot e pelo Worpress acabando por voltar à casa mãe. Já no SAPO, que me lembre, mudou de url de nome e de layout umas três vezes. Houve perseguições pessoais em 2006 e mais graves em 2010 que contribuíram para as constantes fugas, mas também aconteceu apenas por querer implementar um determinado layout e desanimada com o SAPO lá fui outra vez (e sim, mais tarde percebi que aqui é ainda mais simples) enfim. 

 

Os autores

Ao longo destes seis anos utilizei vários nomes, umas vezes por afinidade, noutras para camuflagem. Tenho escrito pelos perfis que vou criando qualquer coisa como, Sem pretensões de uma heteronímia reinventada, tanto posso ser a erva daninha que vomita e vai embora, um velho sábio ou mesmo o do Restelo, o gato vadio e até a mulher. O facto é que me afeiçoei aos meus personagens ao ponto de preferir ser este ou aquele em função do estado de espírito. E sou, de facto, todos, mesmo os velhos, embora estes prefiram rabiscar num caderno de papel.

 

O alçado

O Facebook trouxe o conceito de escrever na parede. Cada um tem a sua mas são todas iguais. E foi quando decidi fazer no blog a minha própria parede. A ideia passou à prática quando fotografei um edifício algures entre o Cais do Sodré e Alcântara Mar. E foi recortando e colando que construí este. Vai daí que tinha de ter janelas, e toca de meter a malta à janela ao lado do cartaz colado na parede cá do prédio com o que tinha a dizer.

 

O gato no telhado

Decorria uma batalha no Photoshop onde cortava daqui e colava dali, quando procurava uma forma de meter o gato dentro de casa de modo que se visse da janela. Vários gatos depois, e escolhido o gato vadio, ficou um gato em memória que um paste desavisado atirou para o telhado. Olha, mas de onde é que apareceu este. Havia um gato no telhado. Porreiro porque eu não sabia onde havia de meter um gato que me estava a faltar que andasse por ali.

 

E foi já com o layout desenhado em Photoshop que registei este domínio nos Blogs do SAPO. Dividi o conteúdo com base, não tanto nas voltas que foram criando os autores, mas na parte de mim que cada um deles contém. E daí o tripolar ;-)

 

E pronto, a modos que é isto :)

 

Aproveito ainda para deixar uma nota: Fugir não liberta nem protege. Pode parecer solução num momento aflitivo em que nos entram pelos olhos a dentro por todos os lados, reais e virtuais. Mas não. Eventualmente só percebemos isso depois do pesadelo (e dezenas de horas em mudanças manuais de conteúdos depois).

 

Post scriptum:

Há um gato no telhado nasceu assimtransformou-se e, a dada altura, virou template nos Blogs do SAPO :-)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)




moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro