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Gato Vadio | 02.07.12

Pride

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Sábado depois de jantar a vadiagem levou-me ao terreiro do paço onde decorria o arraial pride. Pride significa orgulho. Orgulho de ser inteiro sem esconder o que se é. Orgulho de aceitar o próprio. Orgulho de lutar para ser aceite pelos outros.

 

Havia espaço para todos. E quando digo todos, incluo até quem nada tem a ver com a comunidade LGBT e apareceu por saber que a festa é de todos, porque iam com amigos ou por simples curiosidade.

 

O espaço estava composto e cheio de gente bonita, e esqueçam lá isso de ser preciso saber pormenores para avaliar a beleza (como a loucura) de uma pessoa. Mais uma cerveja, mais uma volta ao recinto, mais gente gira.

 

E sim, havia gente atrevida com roupas mínimas e até quem se atrevesse ao topless. E gente tímida quieta no canto. E gente a passear só para espreitar. E gente a dançar sem parar. E gente famosa. E muita gente a sorrir. E muitos gatos vadios, como eu, com olhos postos nos gatos e nas gatas, evidentes ou pardos, que num ser humano isso não interessa mesmo nada.

 

A festa tem uma forte componente didática, com divulgação de literatura e de espaços de lazer amigáveis; apoio a pais de jovens LGBT e, de um modo geral, informação suficiente para ajudar a sociedade a compreender que só é completa se todos fizermos parte. E se todos se sentirem confortáveis na sua pele e nos seus afetos.

 

Todos é palavra do género masculino que a gramática indica englobar todos e todas. E não me quero perder nos meandros da terminologia nem ceder à necessidade de incluir todas em todos, com ou sem @ que signifique o conjunto. Todos, aqui, é mesmo toda a gente. Eu incluído :-)

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cenas ao molho:




moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro