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"As histórias únicas criam estereótipos, e o problema dos estereótipos não é serem falsos, mas serem incompletos"


 


"A consequência da história única é retirar dignidade às pessoas, tornando difícil reconheceremos as nossas semelhanças, porque sublinha o quanto somos diferentes em vez de o quanto somos similares"


 


"As histórias únicas conduzem ao preconceito"


 








(dois cliques para ver em HD no youtube)

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Erva Daninha | 06.12.09

não

Talvez a mais patética condição humana seja a que leva uma pessoa adulta, até aos limites do ridículo da surdez e da cegueira, numa exigência descontextualizada de atenção e independente de quão carinhosamente lhe tenha sido dito e explicado, não.

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Erva Daninha | 22.11.09

há pessoas

Há pessoas que para conseguir uma determinada meta pessoal, afectiva ou não, estão dispostas a atropelar tudo, até a própria meta.


 


Há outras que precisam de óculos de ver com o entendimento ligados na honestidade das fraquezas para evidência das virtudes.


 


Também há pessoas sem pachorra para a maior parte das outras pessoas.

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Teresa Alves | 12.08.09

Diferenças

As pessoas estão sempre a confundir tudo. Como querem ser felizes se estão sempre tensas de regras e etiquetas e definições de expectável e o diabo a sete...



Afinal vivemos enredados na teia dos ensinamentos que ditam estranhas as nossas diferenças. As cicatrizes e as coisas que nos faltam e as coisas que temos a mais. Às vezes precisamos viver muitos anos até descobrir a magia da nossa originalidade.


 


imagem: jóia de Salvador Dali

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Gato Vadio | 25.06.09

Poesia vadia

Saí antes do final era ainda quarta-feira, como quem anda à boleia dos transportes públicos e não se importa.


 


Às vezes vamos às cegas, levando apenas a memória de outras sessões de poesia igualmente vadia, que nunca começavam nem acabavam, como se fossem a continuação de um ritual tanto mais fugaz quanto maiores os significados que lhes tentavam entornar, por ser como uma lotaria de palavras nem sempre consecutivas de sentido inteligível, Mas havia Ary dos Santos e José Régio para acordar os incautos, tão frágeis quando fora da casca da ladainha habitual, consensual, morna de carácter fora da carneirada até quando cheia de revolta, mas que interessa isso agora, se em verdade nada há a fazer pela poesia, se esta é apenas a emoção de um momento, uma memória, uma revolta antiga, um instante de paixão, ainda que assolapada, um murmúrio, um recado verdadeiro, Não esperes por mim.


 


Às vezes deixamos a sala devagar, começando a sair com o olhar, por entre gestos discretos de boa noite e até à próxima, o momento aplaudido de uma voz aguda e desafinada, o pensamento desfocado de um Mas que merda que as pessoas se escondam umas nas outras e na timidez que transforma uma tertúlia num workshop de ocupação dos tempos livres.


 


Será que a minha sensibilidade ficou comprometida com as cicatrizes, serei uma besta insensível que não merece participar em certos eventos, serão mesmo precisas respostas a tantas perguntas..

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro