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Gato Vadio | 25.04.12

Avenida a baixo

25 de Abril 2012

 

Havia pick-nick no Carmo a partir do meio dia mas arrastei-me preguiçosamente e fiz-me aos quintais já passava das duas da tarde.

 

Beijinhos e abraços, Há quanto tempo, Cá estamos, Bora lá. E desata a chover.

 

Chamam-lhe chuva-molha-parvos por ser miudinha e serem alguns parvos por acreditar ser coisa pouca. E parvos não faltavam.

 

Havia-os de preto com bandeiras;
havia-os de cor-de-rosa com tambores;
havia-os com bandeiras às riscas de todas as cores do arco-íris;
E gaitas de foles, tambores, altifalantes.
Bandeiras, cartazes e lonas.
Mascarados, brancos e pretos.
Novos e velhos.
E até amigos de quatro patas que os donos não deixaram em casa e foram todos aproveitar o passeio.

 

Cada grupo gritava as suas palavras de ordem. Sobre a maternidade alfredo da costa, a troika e o desemprego. O costume. Sentia-se um não-sei-quê de gasto. Mas subitamente ganhei o passeio: Uma cover de uma música de António Variações, com a letra adaptada à actualidade:

Quando o governo não tem juízo

E gasta muito mais do que é preciso

O povo é que paga

O povo é que paga!

Deixa-o pagar, deixa-o pagar

(tcharap-tap ta-ra, tcharap-tap ta-ra)

Se estás a gostar...

 

Cheguei ao Rossio encharcado até aos ossos e bigodes colados ao pêlo. Chovia sem tréguas havia mais de três horas e a chegada foi para a maioria a hora de desmobilizar. E eu também fui.

 

25 de Abril 2012(click para ver imagens)

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Gato Vadio | 26.04.10

Ontem

 



 

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Gato Vadio | 25.04.09

Liberdade

Liberdade é mais do que política.

 

Liberdade é poder escolher. E poder dizê-lo. Poder aprender. Evoluir. Aprender mais. Andar mais. Chegar mais longe.

 

Sabe bem andar por aí. Às vezes só, outras em grupo. Poder escolher.

 

No meu planeta não há política. Não me lembro da revolução, nem da liberdade. Não em 1974. Tê-los-á havido. Noutras datas. Noutros moldes. Outras conversas.

 

Sabe-me bem ter um blog, opinar e deslizar em reflexões e deduções lógicas ou ilógicas e desabafar e gritar e mandar o mundo às favas e dizer palavrões e vestir a pele do outro e às horas que me apetecer. E depois reler. E depois esquecer. E voltar. Virar o layout do avesso. 

 

Liberdade também é isto.

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro