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Gato Vadio | 05.03.12

A arte da guerra

A arte da guerra

 

Não compreendo que se repitam os mesmo erros em todo o lado. Em galerias pequenas e sem recursos, como em galerias afamadas e abastadas ou mesmo museus. Instalam-se uns focos de luz que obrigam a espreitar da esquerda e da direita para ver a imagem, nunca se conseguindo ver a coisa toda sem a interferência dos focos de luz em vidro todo ele reflector. Custa-me acreditar que estes senhores nunca tenham ouvido falar de luz difusa ou vidro anti-reflexo. Ou, ainda pior, que nem pensem nisso. Mas adiante, que se for referir a dificuldade de leitura dos textos de apoio de cada poster e de contextualização da exposição, nunca mais saímos daqui...

 

A arte da guerra

 

Não obstante as condições referidas, o tema consegue absorver e impôr alguma reflexão...

 

A arte da guerra

 

Mais do que o apelo ao patriotismo, é perturbadora a percepção da tensão que se vivia, principalmente na que os governos imprimiam nas pessoas, comunicando-lhes a sua própria responsabilidade no desfecho da guerra. Isso e o lado religioso da propaganda: Como a religião mostra um Cristo com olhos de cãozinho abandonado a exigir a compaixão das pessoas em troca da sua absolvição, na propaganda da guerra temos o soldado a fazer esse papel, onde a compaixão solicitada tinha especificidades próprias: o dízimo que levaria à vitória.

 

A arte da guerra

 

Vale a pena visitar, aproveitando o alargamento do período de exibição. Não consigo confirmar a data limite desta exposição, em grande parte porque o website do CCB é uma nulidade de usabilidade e coerência. Deixo o link e boa sorte :-/

 

Post scriptum: Clicando nas imagens entra-se no set do flickr e há mais uma meia dúzia.

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Gato Vadio | 15.07.11

Pedro Zamith, O Malandro

Ontem andei a revisitar os velhos tempos de vadio. Fui ver um concerto e encontrei Pedro Zamith, o malandro.

 

 

As illustrações do Pedro Zamith são muitíssimo expressivas, mas chateia-me que ele persista em fazer sombra e luz independentes. Perante a incrível sensação de perspectiva de algumas imagens, as sombras carregadas e aleatórias agem como cascas de banana no caminho da percepção, e volta-se a estar apenas a olhar para um desenho na parede. Next.

 

(descarregar programa em PDF)

 

Desculpem deixar apenas o PDF do programa e uma banal pesquisa Google, mas tanto o CCB como o Pedro Zamith só disponibilizam informação em Flash. Não gosto de sites exclusivamente em Flash por considerar redutor da própria imagem que transmitem. Não visitei, não partilho. Adiante.

 

Apesar de (eu, pessoalmente) implicar com as sombras, o facto é que sinto um amor-ódio pela forma como o Pedro se expressa. Momentos de puro expressionismo que nos colocam dentro de alguns dos cenários.

 

É gratuito, vale a pena e despacha-se em dez minutos ;)

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro