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Gato Vadio | 13.05.13

Cenas

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Muito se tem pensado nesta casa, sobre esta casa. Se continua a fazer sentido. Se muda. Se morre. Se acorda..

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cenas ao molho:


Gato Vadio | 25.04.12

Avenida a baixo

25 de Abril 2012

 

Havia pick-nick no Carmo a partir do meio dia mas arrastei-me preguiçosamente e fiz-me aos quintais já passava das duas da tarde.

 

Beijinhos e abraços, Há quanto tempo, Cá estamos, Bora lá. E desata a chover.

 

Chamam-lhe chuva-molha-parvos por ser miudinha e serem alguns parvos por acreditar ser coisa pouca. E parvos não faltavam.

 

Havia-os de preto com bandeiras;
havia-os de cor-de-rosa com tambores;
havia-os com bandeiras às riscas de todas as cores do arco-íris;
E gaitas de foles, tambores, altifalantes.
Bandeiras, cartazes e lonas.
Mascarados, brancos e pretos.
Novos e velhos.
E até amigos de quatro patas que os donos não deixaram em casa e foram todos aproveitar o passeio.

 

Cada grupo gritava as suas palavras de ordem. Sobre a maternidade alfredo da costa, a troika e o desemprego. O costume. Sentia-se um não-sei-quê de gasto. Mas subitamente ganhei o passeio: Uma cover de uma música de António Variações, com a letra adaptada à actualidade:

Quando o governo não tem juízo

E gasta muito mais do que é preciso

O povo é que paga

O povo é que paga!

Deixa-o pagar, deixa-o pagar

(tcharap-tap ta-ra, tcharap-tap ta-ra)

Se estás a gostar...

 

Cheguei ao Rossio encharcado até aos ossos e bigodes colados ao pêlo. Chovia sem tréguas havia mais de três horas e a chegada foi para a maioria a hora de desmobilizar. E eu também fui.

 

25 de Abril 2012(click para ver imagens)

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Teresa Alves | 31.03.12

Digestão

Num contexto pessoal ou social é relativamente fácil decidir as pessoas de quem nos fazemos acompanhar (desde que não ande um stalker a inventar, claro). Já num contexto profissional estão reunidas as condições para observar repetidas vezes a facilidade com que o alpinismo hierárquico é utilizado como tentativa de manipulação e subversão da realidade das coisas. E é impressionante observar o encadear estonteante de desrespeito pelos outros. Pela pessoa, pelo trabalho e pela inteligência dos outros.

 

Não consigo caracterizar o que sinto em relação às pessoas que se escondem atrás de uma máscara precária de princípios. Porque embora as máscaras façam parte da própria comunicação humana, utilizá-las convencido de ser-se melhor do que os outros com elas, é o mesmo que admitir ser pior sem elas.

Faltam-me palavras domesticadas que consigam exorcizar a frustração sem entrar em novelas desnecessárias. Palavras que descrevessem graciosamente as horas que esticaram dias e fins de semana no remendo constante de um projeto que começou já descaracterizado. Palavras que me permitissem falar de um fundamentalismo mascarado que não entende as fronteiras naturais do respeito humano.

 

Mas uma vez que não encontro tais palavras e me parece ter gasto todo o vocabulario educado de que disponho no momento, caralhinho!

 

Que se fodam as pessoas que fodem os outros. Que se fodam as infelicidades crónicas que não deixam ficar em casa. Que se fodam as carinhas de anjo que se metamorfeiam nos cantos obscuros. E que se foda que nos queiram foder a nós.

 

Como em todos os dissabores e confrontos, mesmo nos mais empobrecedores, algumas horas de nojo chegarão para digerir a coisa, ainda que o cansaço acumulado as tenha esticado mais do que esperado. Para além disso, amanhã não será preciso regar as plantas da varanda.

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Teresa Alves | 24.03.12

What if I'm not like the others

 

Ser contactado para fazer a personalização de um blog é coisa boa. Gostar do blog e passar a segui-lo pelo gosto de o ler é uma cereja no topo da vontade secreta de apenas trabalhar em blogs de que se gosta. E conversar com o autor e acumular a simpatia que se misturou com vontade de aprender e largura de banda capaz de abraçar novos conceitos, novos caminhos...

 

I'm what's left, I'm whats right, I'm the enemy era o mote que pesquisei e descobri The Pretender. E foi uma tarde a gastar o grito recém-descoberto, "What if I'm not like the others". E sai daqui mais tema de conversa. Ah mas Foo Fighters é questão de bom gosto, E olhe que nem me lembro de ter ouvido alguma vez esta, que fixe, Ai é? Pois vou oferecer-lhe o álbum, Mas, mas..

 

Não era surpresa e ainda assim o coraçãozito saltou ante a materialização da chegada do presente na volta do correio. Não é o valor da coisa material, cd relativamente acessível em qualquer loja de música. É a vontade, o tempo de ir e tratar, a promessa cumprida. 

 

Está o acontecimento registado, por isso ide mas é ler um blog com pés e cabeça ;-) 

 

 

Post scriptum: What if I say I will never surrender!?...

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Gato Vadio | 26.04.10

Ontem

 



 

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro