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Erva Daninha | 16.01.10

(des)sintonia

oooooooooooooooooooo

Está tudo lá, pensam, sem que uma gota de dúvida se afirme que devolvesse a outra face, o outro lado da moeda.

Os olhos não mentem, dizem, mas ignoram os fenómenos químicos que (também) constroem imagens no entendimento. Os sonhos e os pesadelos.

Às vezes pensam estar certos na observação que fazem dos outros e nas conclusões que tecem à sua personalidade e à sua atitude.O mundo inteiro gira ao ritmo dos desentendimentos. E todos os desentendimentos são provocados por falhas de comunicação.

Comunicação em diálogo: Mensagem, emissor, receptor, meio de transmissão, codificação, encriptação, tradução, registo, contexto.

Estes são os pontos em que tem de haver alguma sintonia, ou haverá apenas um ou dois monólogos mais ou menos castradores.

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Teresa Alves | 14.06.09

Comunicar o outro

Gosto de comunicar, interpretar e traduzir emoções em contextos visuais. Dá-me prazer mergulhar nos significados possíveis, na descoberta, no embrião, na entrega das noites compridas de moldagem. E ainda sou uma aprendiz... imagino este prazer multiplicado pelas armas que a aprendizagem me vai dando.

 

Enquanto (aprendiz de) designer, somo já momentos em que me senti grande. Há dias aconteceu com o blog Mãe Preta. Hoje aconteceu com o Petit Papillon. E não há palavras que digam o prazer completado com um feedback positivo...

 

Quando faço uma composição gráfica para mim, procuro apenas rasgar o caminho onde o grito que quero comunicar irrompa. Acontece sempre num vale e recolho o eco, bumerangue introspectivo que me pede logo outra viagem. Manter um layout é resultado de exercício de contenção, já que houve tempos em que mudava de quinze em quinze dias.

 

Mas quando a composição é para outra pessoa, eu saio da minha casa mental e tento absorver as emoções que estão inerentes ao que a outra pessoa quer comunicar. Ajudo na materialização das ideias, na descodificação das sensações, mas é só. Sou apenas uma ferramenta. E não é fácil ser apenas isso. Para nós é sempre melhor ser mais. Mas nestas coisas o protagonista não tem de ser o designer. O seu protagonismo está na entrega a uma causa que tem de lhe ser exterior, e a sua recompensa maior, a emocional, acontece quando o verdadeiro protagonista diz "Que maravilha, como adivinhaste, e eu sem ideias que dissessem o que queria dizer"..

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cenas ao molho:



moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro