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Gato Vadio | 25.04.12

Avenida a baixo

25 de Abril 2012

 

Havia pick-nick no Carmo a partir do meio dia mas arrastei-me preguiçosamente e fiz-me aos quintais já passava das duas da tarde.

 

Beijinhos e abraços, Há quanto tempo, Cá estamos, Bora lá. E desata a chover.

 

Chamam-lhe chuva-molha-parvos por ser miudinha e serem alguns parvos por acreditar ser coisa pouca. E parvos não faltavam.

 

Havia-os de preto com bandeiras;
havia-os de cor-de-rosa com tambores;
havia-os com bandeiras às riscas de todas as cores do arco-íris;
E gaitas de foles, tambores, altifalantes.
Bandeiras, cartazes e lonas.
Mascarados, brancos e pretos.
Novos e velhos.
E até amigos de quatro patas que os donos não deixaram em casa e foram todos aproveitar o passeio.

 

Cada grupo gritava as suas palavras de ordem. Sobre a maternidade alfredo da costa, a troika e o desemprego. O costume. Sentia-se um não-sei-quê de gasto. Mas subitamente ganhei o passeio: Uma cover de uma música de António Variações, com a letra adaptada à actualidade:

Quando o governo não tem juízo

E gasta muito mais do que é preciso

O povo é que paga

O povo é que paga!

Deixa-o pagar, deixa-o pagar

(tcharap-tap ta-ra, tcharap-tap ta-ra)

Se estás a gostar...

 

Cheguei ao Rossio encharcado até aos ossos e bigodes colados ao pêlo. Chovia sem tréguas havia mais de três horas e a chegada foi para a maioria a hora de desmobilizar. E eu também fui.

 

25 de Abril 2012(click para ver imagens)

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Gato Vadio | 24.12.11

Natal vadio

vintage armchair

 

Nesta altura do ano é normal ir pelas ruas e encontrar coisas que as pessoas resolveram substituir para a festa. Bengaleiros, cadeiras, cómodas, televisões, aquecedores, enfim. Aproxima-se o dia e um gene elouquecido acorda e vem com a ideia brilhante de que com esta ou aquela (e porque não ambas) coisas novas o dia será muito melhor, mais significativo e beca beca...

 

Dizem que é da crise que não se tem gasto tanto dinheiro. Em prendas mas também em coisas desnecessárias. E serão as prendas necessárias? Ah, sim, tinha prometido não dizer mal da festa das famílias... O fato é que achei os passeios mais limpos do que é costume na véspera de natal na cidade. De objetos e de pessoas.

 

Não compreendo o natal, nem do lado da religião nem do lado social e familiar. No natal alimentam-se e agasalham-se pessoas que em janeiro estarão por sua conta e risco. É mais medático fazer voluntariado no natal do que em qualquer outra altura, sendo por isso a altura mais concorrida. As famílias que se ignoram todo o ano (menos em velórios que casamentos já ficam caros aceitar) vestem o que consideram as suas melhores roupas para estar com os seus no natal. Picado o cartão, até para o ano. 

 

wake up to kitty cuddles: adopt atom

 

É mil vezes mais realista espreguiçar-me de pijama enquanto aproveito o fim de semana de folga :)

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cenas ao molho:


Erva Daninha | 14.02.10

Dia de São Valentim

Dizem por aí que na Roma Antiga um tal de Papa Gelásio proibiu o casamento pois precisava de rapazes solteiros nas fileiras dos seus exércitos, e que o padre Valentim desobedecia casando os jovens às escondidas, o que o levou ser preso e depois morto, a 14 de Fevereiro de 270 d.c. mais coisa menos coisa. Este é apenas uma versão resumida da lenda, existem várias, mais ou menos imaginativas.


 


E porque são várias as histórias e cada um puxa a brasa à sua sardinha, Valentim era, na opinião da santa madre igreja, um santo de origens pouco claras e cirurgicamente em 1969, resolveu banir a comemoração do dia deste santo.


 


Temos assim um dia de comemoração de "amor cristão" tanto ao gosto do povinho que gosta de fazer tudo em dias marcados, impostos, oficiais, para se sentirem acompanhados, parte do sistema, e nem questionam que é precisamente por ter sido banido pela igreja que não é feriado nacional, e isso é que é pena.


 


Oh... o amor anda no ar, perdão, anda nas montras cheias de corações e promoções e sensações de serem aqueles objectos a diferença para um dia feliz. Como no Natal. Porque sim.

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cenas ao molho:


Teresa Alves | 12.05.09

Peregrinação a Fátima

Para quem leva a religião mais a sério, aconselho seguir viagem e ir visitar outro blog. Ou então a ler o primeiro parágrafo deste texto antes de prosseguir. Ah, e esqueçam lá isso das maiúsculas em nomes próprios, não é relevante para o caso. Obrigada.

 

Tudo começou há, muito, muito tempo, já o absolutismo do rei sol se tinha instalado havia tempos na château de versailles. Nessa altura havia abundância de riquezas que vinham dos locais remotos então descobertos, verificando-se uma ascensão de comércio brutal que originou a primeira definição de fronteiras comerciais, o mercantilismo. Basicamente era uma série de impostos alfandegários para conseguir o máximo de metal precioso possível. E onde há lutas pelo dinheiro há lutas pelo poder. Seja político, militar, ou religioso. E é aqui que a porca torce o rabo.

 

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro