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Teresa Alves | 20.07.08

Erros

... or2gráficos e não só


 


Não é fácil lidar com os erros, principalmente quando se quer muito não os cometer.  E não são os erros propriamente ditos, o que chateia mais, mas a névoa de uma certa ansiedade não encomendada nem bem-vinda, que nos remete para uma espécie de cegueira que nos inibe de explorar alternativas.

Já houve tempos em que Rorschach remetia o pensamento visual para a incompetência mental. Hoje sabe-se que não é assim, às vezes pelo contrário (raramente). O pensamento visual olha para a representação gráfica de uma palavra como quem olha para um desenho. A associação de fonemas nem sempre faz sentido e quase nunca contempla emoções. Mas existem ferramentas para a parte da ortografia, correctores e dicionários, online, o mesmo não acontecendo com mnemónicas que devolvam a nomenclatura, as datas e as coisas sem interesse genuinamente humano.

Assim, é fácil aceitar perder certos momentos de atropelamento emocional. Já não é tão fácil aceitar que se cometam erros básicos de ortografia, numa segunda via de um qualquer procedimento encontrado, e ainda engolir o sapo da desatenção que a euforia rasga ao cansaço.

Prometo que vou ser uma boa menina, que vou dar de mim, que vou estar atenta e que não darei mais erros or2gráficos. Mas que merda. Esta sensação infantil de julgamento constante. Este medo de, afinal, poder não estar à altura. Pelas energias divididas pelos dias compridos de mais. Por tantas coisas que falta aprender. Por tudo e por nada.

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