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Gato Vadio | 15.07.11

Pedro Zamith, O Malandro

Ontem andei a revisitar os velhos tempos de vadio. Fui ver um concerto e encontrei Pedro Zamith, o malandro.

 

 

As illustrações do Pedro Zamith são muitíssimo expressivas, mas chateia-me que ele persista em fazer sombra e luz independentes. Perante a incrível sensação de perspectiva de algumas imagens, as sombras carregadas e aleatórias agem como cascas de banana no caminho da percepção, e volta-se a estar apenas a olhar para um desenho na parede. Next.

 

(descarregar programa em PDF)

 

Desculpem deixar apenas o PDF do programa e uma banal pesquisa Google, mas tanto o CCB como o Pedro Zamith só disponibilizam informação em Flash. Não gosto de sites exclusivamente em Flash por considerar redutor da própria imagem que transmitem. Não visitei, não partilho. Adiante.

 

Apesar de (eu, pessoalmente) implicar com as sombras, o facto é que sinto um amor-ódio pela forma como o Pedro se expressa. Momentos de puro expressionismo que nos colocam dentro de alguns dos cenários.

 

É gratuito, vale a pena e despacha-se em dez minutos ;)

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Gato Vadio | 04.01.11

Fridged

Fridged.PedroMatosSoares.jpg

A fantástica sala do Gabinete de Comunicação e Imagem do Museu da Politécnica não chegou para inspirar o responsável pela disposição das fotografias na sala. A "dialéctica humano-frigorífico" perdeu-se nas equidistâncias entre uns e outros, fotografias e conjuntos. O folheto de apresentação tinha duas páginas de letra miudinha, logo não foi lida pela esmagadora maioria. E as dúvidas começam logo aqui. Para cerca de dez ou doze fotografias (a formar cerca de metade desse número dos tais grupos de "dialéctica") são precisas duas folhas A4? E quem arriscasse começar a ler percebia ser uma justificação, mais do que uma apresentação ou contextualização..

 

Fiquei sem saber se a exposição pretendia trazer público à banda de jazz ou se eram estes que actuavam para ajudar a exposição. Sobre a banda, nada em lugar nenhum. E ao terceiro tema fomos embora. Os músicos pareciam ter ido contrariados, não comunicavam nada e os temas igualmente fragmentados de um caos não reflectido na semblante dos músicos que, ficavam todos ouvidos ao fim do primeiro. Foi na quarta-feira, dia da inauguração, pelo que não sei como será nos outros dias.

 

Há por aí muito boas ideias que poderiam constituir projectos bem comunicados e resultar em brutais experiências humanas. Mas vira o disco e toca o mesmo. E a palavra "exposição" já se diluiu no lugar comum de paredes com coisas penduradas, quase sempre mal iluminadas e no caso dos museus, também mal contextualizadas. E é uma pena.

 

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moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro