Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Teresa Alves | 30.06.12

Vida boa, vida nova

Ainda no outro dia um feijãozito se transformou na menina que deslumbra em cada salto que dá por ser sempre maior que o tempo. Quem arrisca dizer que a menina está atrasada na fala para os seus três ou quatro anos, fica de boca aberta quando percebe que afinal só tem ano e meio. E a malta do clã familiar a babar-se até aos pés enquanto as bocas abrem ainda mais ante o discurso da pirralha.

 

Às onze semanas ninguém consegue dizer o sexo do feijãozito que vive já na barriga da mãe. Mas aquele "saquinho" na base da pernita levantada ilude todos que será um miguel. Mas se for uma miguela ninguém se importa. Naturalmente.

 

Inédito no conhecimento da família foi um coisinho de onze semanas a dar aos braços e pernas como se não houvesse amanhã (por isso as pernas não têm tanta definição como o resto do corpo, ficaram desfocadas com o movimento :-). Chega com os pés à cabeça, com as mãos aos pés, e tem energia para dar e vender. Ah, e o coração bate certinho. Mais devagar do que o da mana com o mesmo tempo. E é mais um pormenor a prometer um mano à Carolina.

Autoria e outros dados (tags, etc)

cenas ao molho:

Feira da Ladra

 

Sou gato vadio que gosta de deambular pela cidade e fotografar. O que seja. A placa do nome de uma rua, o que está escrito numa parede, a calçada romana, o que for.

 

Não que seja bom fotógrafo. E utilizo essencialmente o telemóvel para captar o momento. Mas gosto. E partilho.

 

Precisamente por não ser bom fotógrafo é que preciso tirar muitas fotografias para aumentar as probabilidades de conseguir uma decente. E desde que não estamos dependentes de custos com rolos e revelações, então é que é mesmo tirar umas atrás das outras.

 

Costa da Caparica

 

(É ir fazendo as contas ao espaço de armazenamento que isto requer)

 

Para além de ter a mania que sou fotógrafo, a família vê-me como fotógrafo de reportagem das festas familiares onde podemos eventualmente ter de corrigir a iluminação dos quintais que se estendem à família e amigos quando o ângulo não ajuda. E todos querem ficar bem. Tira mais uma. E outra. E outra.

 

E não fica por aqui. A tia que ia ficar um tempo sem ver a menina quis uma cópia de todas as fotos de todas as máquinas da festa (andavam cinco telemoveis e quatro máquinas fotograficas, alguns encheram dois cartões de capacidade generosa) Aquilo é foi uma jornada de "cópias privadas" que acabou com toda a gente a ter pelo menos, uma cópia de todas as fotos e vídeos da festa.

 

Eu, gato vadio com a mania das fotografias, sou o responsável por fazer chegar tudo a toda a gente. Ele é para meter na sala a passar na moldura eletronica, ele é levar no telemóvel e mostrar lá no trabalho, ele é fazer um backup de tudo não vá o diabo tecê-las..

 

E utilizo tudo. Discos internos e externos generosos, sd cards, pen drives, dropbox... E como se não bastasse gostar de tirar fotografias, ainda gosto de fazer coisas com elas. Como este blog. Desenhado a partir de uma fotografia tirada a uma edifício abandonado :)

 

E porque as fotografias podem servir para trabalhar e modificar, bem como para fazer as delícias da família, têm de ser tiradas e guardadas em ficheiros de vários Megas. E um ficheiro de Photoshop ocupa frequentemente tamanhos muitas vezes superiores aos das imagens que lhes deram origem.

 

Para fazer estas coisas as famílias gastam algum dinheiro em armazenamento. O membro do gang armado em artista tem de garantir salvaguarda de tudo, gasta ainda mais do que todos juntos. Se esse armado em artista ainda for designer, só para garantir a salvaguarda de todos os trabalhos (várias versões diferentes de cada um), já estão a ver o descambe deste discurso, não já?

 

Mas that's life, as coisas têm um custo, quando pudemos compramos, quando não, esperamos. Parece lógico.

 

Entretanto uma cambada de anormais pegajosos de interesses caducos e totalmente alienados da realidade, querem que a minha família e todas as famílias, para além do dinheiro que gastam com os seus, ainda tenham de pagar uma compensação (a quem mesmo?) pelo direito à cópia privada? Mas estes humanos drogam-se ou quê? Então mas os originais são nossos, a "obra" é nossa, os "modelos" são "nossos" e os equipamentos são nossos, temos de ir pagar o quê a quem?

 

Sines

 

Pela forma como vejo os humanos, eu acho que as pessoas que apoiam o conceito deste projeto de lei, só se dão com pessoas manhosas, que copiam tudo, o que podem, o que aparece.. E depois, muito naturalmente, acham que "a generalidade" das pessoas é assim. Não é. No entanto corro risco de ser taxado e desrespeitado e prejudicado nas minhas atividades profissionais, de lazer e até familiares.

 

As fotos deste post são todas de uma seleção de fotos minhas. Talvez menos de 1% do que tenho armazenado em disco. Estão a fazer as contas à injustiça desta taxa?

 

Carica

 

Acima de tudo entristece-me a injustiça. E a ignorância.

 

As coisas evoluem. O vídeo só matou as estrelas da rádio que não souberam (ou não quiseram) adaptar-se, e nem por isso se criou uma taxa para os salvar. Os jornais online só mataram os jornais "analógicos" que não souberam (ou não quiseram) adaptar-se, e nem por isso se criou uma taxa para os salvar. Pelo contrário. Criaram-se novos modelos de negócio que acompanhassem as necessidades de consumo. Jornais gratuitos pagos em publicidade, aplicações móveis, parcerias, teca teca..

 

Até eu, gato desmiolado, vos salvava o negócio (não fosse o buraco que a vossa irresponsabilidade cavou e que tentam agora encher a todo o custo. Ou vocês pensam que a malta ainda não topou que é do vosso buraco interno que vos urge tratar e não dos artistas a quem dizem querer apoiar mas continuam a roubar?)

 

Centro

Autoria e outros dados (tags, etc)



moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro