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Teresa Alves | 07.09.08

Mil novecentos e oitenta e quatro

"Tivera por instantes a sensação de mergulhar uma vez mais no pesadelo que se repetia de tempos a tempos na sua vida, quase sempre igual. Encontrava-se diante de um muro de trevas, e do lado de lá havia qualquer coisa insuportável, demasiado pavorosa para poder ser enfrentada. No sonho, a sensação mais forte era sempre a de enganar-se  a si próprio, pois, no fundo, sabia o que estava atrás do muro de trevas. Com esforço mortal, como o de arrancar um pedaço do próprio cérebro, até poderia trazer essa coisa à luz do dia."


 


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cenas ao molho:



moradores

 

um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro