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Erva Daninha | 22.07.10

Agora

Qual o peso do sangue ante a ausência, ainda que em presença física. Quais os links que nos prendem irremediavelmente a uma vida finda, prolongada de dramas reais uns, inventados e ampliados outros. Olhamos em frente e não percebemos bem se é um espelho ou um castigo, uma sequela gasta de oportunidades novas depois de apanhados os cacos da última derrocada, ou se apenas um sonho que nos fustiga de soslaio.

 

Uma das chaves da vida parece residir na forma como gerimos a memória das encruzilhadas humanas. Não é tão importante se terá corrido bem ou mal, mas o que fazemos com o conhecimento que daí adveio. A moral é fácil compreender, mas na prática, a porca torce o rabo, principalmente quando há má digestão, vulgo pontas soltas ou nó na garganta, ou ambos.

 

Quando no entendimento rasgado não cabem os meandros de uma alienação que trás no encalço a morte, fica-se vazio de expectativas. Aqui o peso do sangue é nulo. Assim como o da memória. Fica o agora. E às vezes é demais.

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um gato no telhado, uma humana por casa e uma erva no canteiro